Blog do Cobredireto

A dinâmica de venda de joias pela internet




No início dos negócios na internet nacional, se falar em comércio eletrônico já era motivo de chacota de muita gente, o que pensar então da venda de produtos mais caros, como joias e relógios caros, por exemplo?

Mas, quebrando tabus e ultrapassando as barreiras do “julgo” impossível, muitas joalherias brasileiras estão vendo na internet uma maneira eficaz e segura de aumentar o seu faturamento.

Com as recentes notícias de roubos de joalherias nas principais capitais do país os empresários têm enfrentado problemas muito graves, como um investimento ainda maior em segurança, apólices de seguro que triplicam e, em alguns casos, quadriplicam de preço, o trauma de seus funcionários e tantos outros problemas. O medo dos assaltos tem afastado também os clientes.

No Brasil do século XXI e com uma classe média em ascensão, não é raro ver consumidores querendo presentar seus entes queridos com objetos de maior valor. Mas, como driblar o medo e, mesmo assim, poder comprar os objetos dos sonhos? Há uma resposta: O E-commerce.

Muitas das joalherias que inauguraram o e-commerce de luxo no Brasil tinham como principal foco a venda dos produtos a pessoas que não tinham a possibilidade de ter os estas mercadorias em mãos, ou seja, cidadãos das classes A e B que residiam em regiões mais afastadas – como fazendas no interior de Estados do Centro-Oeste – e que não possuíam facilidade de acesso às lojas credenciadas das grifes.

Por serem produtos de uso pessoal e com um valor de mercado que normalmente ultrapassa a casa dos 4 dígitos, os comerciantes interessados em passar a vendar joias pela internet têm o desafio de conseguir aliar o processo logístico, que tem uma alta taxa de transporte que se alia ao valor do seguro da mercadoria, à uma política de qualidade e fidelidade dos clientes na compra.

O mercado ainda não está tão expandido quando comparado ao e-commerce como um todo, as vendas são tímidas em relação as milhões de aquisições anuais do nosso comércio eletrônico, mas o alto valor do tíquete médio das compras acaba por compensar todo o processo logístico.

Um destaque interessante que não pode ser ignorado é a logística reversa. Uma loja virtual que atenda a públicos seletos deve ter como premissa de atuação a satisfação de seus clientes, por isso, quando fidelizados e a compra não representar um risco em potencial para a loja – primeira compra, compras feitas com cartões suspeitos, etc. – a loja deverá ser flexível quanto a possibilidade de troca do produto, afinal, os anéis, por exemplo, estão condicionados ao fator tamanho, o que pode gerar trocas ou devoluções.

O e-commerce, mesmo quando atuando com produtos de altíssimo valor financeiro acaba por ser democrático, afinal tem uma capacidade de atuação de alcance nunca imaginados antes e, ao contrário das vendas feitas por telefone, permitem que o cliente visualize o produto quantas vezes desejar, sem ficar limitado às descrições dos atendentes e/ou o tempo em que o vídeo é exibido nos canais especializados nas vendas destes produtos.

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