Blog do Cobredireto

Como anda e por onde deve seguir o e-commerce brasileiro




Em 74 anos o telefone alcançou cerca de 50 milhões de usuários. A internet precisou apenas de quatro. Isso se reflete na pesquisa da ACSP, que indica que 29% das empresas em São Paulo compram ou vendem pela rede. Concluído em janeiro de 2010, o estudo identificou a indústria como o setor que mais vende online – 13% delas afirmaram vender pela internet, ante 12% do comércio atacadista e apenas 3% de serviços.
Por outro lado, 71% das empresas do estado não realizam nenhuma operação de compra ou venda pela internet. O levantamento também mostra que deste total, 47% afirmam “não sentir necessidade” de operar com e-commerce e 19% dizem “não ter infraestrutura ou informação suficiente” para atuar com essa modalidade de comércio.
De acordo com a superintendente de marketing da ACSP, Sandra Turchi, o grupo das MPEs ainda não está pronto para entrar na internet, mas o interesse em aprender mais é muito grande. “Se os empresários pesquisassem mais e tivessem mais acesso a informações, veriam que a web já representa, em média, 30% do faturamento das empresas que têm estratégias de comércio eletrônico”, acrescenta Sandra.
Sandra também escreveu, recentemente, um artigo sobre as tendências – que são quase apostas. Explica-se: os movimentos na rede mudam rapidamente. Há cinco pontos-chave, que servem de destaque:

1. Uso de redes sociais. Geração de conteúdo tanto pela empresa como por internautas é fato. Precisa ser bem executada e de olho no seu público alvo. Um exemplo: lojas de eletrônica oferecerem dicas sobre uso e conservação de equipamentos à venda. Ou lojas de cosmético que incorporam blogs sobre o assunto. A idéia é produzir informação relevante que permita interação e, se você fizer direitinho, o futuro consumo.

2. Expansão de redes segmentadas e seu uso comercial. Usar redes específicas – como os clubes de compra – para fazer marketing traz resultados mais efetivos, como o marketing one-to-one, tão almejado pelos profissionais de marketing.

3. A inclusão da classe C. Linguagem mais fácil, segurança e usabilidade passam a ser fundamentais para ficar com o cliente e garantir a compra.

4. Pequenas e Médias podem expandir negócios. A internet traz novos clientes e negócios para as pequenas e médias empresas. É preciso buscar conhecimento e acelerar sua entrada na internet. O e-commerce brasileiro já vive um movimento de descentralização (fato em 2009) com as grandes perdendo terreno para as menores.

5. Mobile. A maior plataforma no Brasil são os celulares. Hoje há 1,4 bilhões de usuários com smartphones – e a tendência é que este universo aumente. Adeque seu site e acompanhe as novidades. O PagSeguro, por exemplo, já oferece um portal de voz para pagamentos, o PagSeguro Mobile.