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Compra coletiva vira febre e ajuda no mkt de serviços na internet




Serviços interessantes e descontos muito atraentes. Com estes atributos os sites de compra coletiva estão pipocando pela internet brasileira em 2010. Estes lugares são interessantíssimos não só para consumidores – sempre ávidos pela economia – mas principalmente para os serviços, como restaurantes, clínicas de estética, cinemas, teatros, spas, salões de beleza.

A categoria de serviços definitivamente entrou na era do comércio eletrônico em grande estilo e pela porta da frente. Graças a estas plataformas (ou marketplaces, como se diz no jargão da área), é possível fazer promoção e apresentar-se a novos consumidores de forma relativamente barata e muito eficiente.

O funcionamento é simples. Uma oferta é anunciada e tem um número mínimo de compradores para ativá-la em um determinado período de tempo (geralmente 24 horas). Caso esse número não seja atingido, a promoção é cancelada e o pagamento devolvido. Por isso a denominação “compra coletiva”, e a necessidade de divulgação que demanda – estimulada pela integração com redes sociais e por descontos extras (ou outros prêmios) a cada amigo que participar.

Mas raras são as ofertas canceladas. Em alguns casos, mais de mil compras de um mesmo produto são feitas, causando inclusive transtornos para os comerciantes, com clientes lotando estabelecimentos – que não trabalham com horários agendados ou reservas, derrubando linhas telefônicas, entre outros problemas.

As vantagens são enormes. A partir da web, mobiliza-se o consumidor para conhecer fisicamente o estabelecimento. Com alguma diminuição calculada da margem de lucro, é possível trazer um público enorme – por um preço baixo de divulgação – que pode se tornar fiel, caso tenha boas experiências.

As compras são feitas geralmente por cartão de crédito, mas alguns sites oferecem a possibilidade de débito em conta e a utilização de sistemas de pagamento de boa reputação. Após a compra ser aprovada, é enviado um cupom por e-mail com um código para ser utilizado na hora de aproveitar o desconto nos estabelecimentos – a validade varia muito.

Espera-se que, até o final deste ano, o segmento conquiste oito milhões de usuários. Seu faturamento também está crescendo: em junho, foi de R$ 1 milhão; em julho, R$ 4 milhões; e R$ 6 milhões em agosto. Para 2011, a previsão é de um ganho de R$ 30 milhões a R$ 50 milhões. Nos EUA, os sites de descontos movimentaram US$ 250 milhões em 2009.

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