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Cresce participação da classe C no comércio virtual




De acordo com os dados divulgados pelo  e-bit, que reúne informações sobre e-commerce no Brasil, mostram que 60% dos novos consumidores possuem renda familiar de até R$ 3 mil.

No primeiro semestre, a consultoria registrou a entrada de 2,4 milhões de consumidores para o mundo das compras virtuais. Esse aumento fez chegar a 20 milhões de pessoas os clientes que já fizeram ao menos uma aquisição pela internet.

Segundo o estudo, a classe C já representa cerca de 30% desse total. A previsão para o final do ano é que mais 3 milhões de pessoas entrem para o mercado virtual, o que significará um aumento de 30% na base total de consumidores virtuais no Brasil.

A frequência de aquisições na classe C no consumo virtual é baixa, não vai além de duas compras ao ano. Entretanto, os pedidos são feitos depois de uma extensa pesquisa de preços e têm valor elevado.

No primeiro semestre de 2010, pesou a redução de IPI (Imposto sobre Produto Industrializado) para a linha branca, que ajudou a impulsionar o faturamento do e-commerce em 2010 para R$ 6,7 bilhões, com crescimento de 40% em relação ao mesmo período de 2009.

A concorrência entre as lojas no ambiente virtual pode ter levado esse consumidor para a internet. A consultoria aponta que a variação de preços entre as marcas chega até 30% para um mesmo produto.

A credibilidade do ambiente virtual como plataforma de negócios contribui para o crescimento das vendas. O índice de confiança do brasileiro com relação às compras online são superiores aos registrado nos Estados Unidos, referência para comércio eletrônico. O indicador medido pelo e-bit com base em dez variáveis, como entrega e confiabilidade de pagamento, ficou em 86% em junho de 2010.

Via Folha Online