Blog do Cobredireto

E-commerce cresce a passos largos no Brasil




Enquanto o varejo tradicional atinge marcas de 5% ou 10% de crescimento, o e-commerce cresce entre 30% (resultado de 2009 em comparação com 2008) e 40%, que é a estimativa da Associação Comercial de São Paulo e da câmara e-net para 2010. Já somos 17,6 milhões de e-consumidores, isto é, 26% do total de internautas do país; e devemos chegar a 23 milhões até o fim deste ano. Para completar o mês de julho trouxe mais uma boa notícia para o setor: pela primeira vez, os acessos residenciais são maiores que os feitos de lan houses.

Não é à toa que grandes varejistas como Walmart, Casas Bahia e Carrefour, apressaram-se em inaugurar seus espaços online, também para atender aos clientes de menor renda, que estão cada vez mais conectados. Mas na medida em que avança a passos largos, o e-commerce enfrenta os mesmos grandes desafios do varejo tradicional. Afinal, estruturar uma operação online não difere de organizar uma loja física. Na última edição do WebShoppers, o e-bit verificou que a média de atraso nas entregas realizadas foi de 15%. Resumo da ópera: é preciso melhorar a logística.

Outra estratégia que deverá merecer maior atenção é o varejo multicanal, visto que o consumidor está, sim, comprando cada vez mais diretamente online, mas também utiliza a web para pesquisar preços e produtos antes de tomar a decisão de compras e ir para a loja.

Pesquisa do e-bit com o Instituto Análise descobriu que 46% dos consumidores virtuais fizeram a compra de um eletrônico pela internet entre novembro de 2009 e janeiro de 2010, enquanto 28% disseram que compraram no varejo físico. Leia: quem souber trabalhar com criatividade e eficácia as plataformas digitais, usando as mídias sociais e sites de busca e comparação de preços terá vantagem sobre os concorrentes.

E não adianta apontar a segurança como um entrave. De acordo com dados do índice de Confiança do e-consumidor desenvolvido pela e-bit em parceria com o Movimento Internet Segura da Camara e-net, 83,6% dos consumidores que fizeram compras pela internet ao longo do ano passado disseram estar satisfeitos com sua experiência.

Ainda há muito que melhorar no e-commerce brasileiro. Mas é uma tendência irreversível. Caia na rede antes que seja tarde.

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