Blog do Cobredireto

Impacto da Banda Larga no e-commerce brasileiro




O ano de 2010 certamente será marcado por eventos importantes para o Brasil e que serão lembrados por bastante tempo. Antes de deixar o posto mais importante da política nacional, o presidente Lula anunciou o investimento consistente no Plano Nacional da Banda Larga, o PNBL. Começamos bem, com a nomeação da Telebrás para gerir o Plano e fazer esse sonho acontecer.

O entusiasmo no que diz respeito à Telebrás tem nome: Rogério Santanna dos Santos, grande entusiasta da popularização da banda larga no país e que assumiu a condução da Telebrás com a seguinte declaração: “O desafio do século 21 é construir novas estradas para que o comércio eletrônico se estabeleça. E temos ativos humanos e de capital para que isso aconteça”. Rogério vê como premissa fundamental desse Plano o incentivo à concorrência entre as empresas do setor.

O caminho a ser percorrido ainda é longo e árduo. O Brasil está no 65º lugar no ranking divulgado pela ONU – apenas 8,2% da população têm acesso a essas tecnologias. Sob os diferentes aspectos, como preço, penetração da banda larga e velocidade média, permanecemos atrás de países como Uruguai, México, Polônia, Portugal e Austrália. Na comparação com as potências do setor, como Japão e Coréia do Sul, a diferença é gritante.

Segundo o Ibope, temos atualmente cerca de 65 milhões de internautas no Brasil. Com o PNBL, o Governo pretende estender o acesso à Banda Larga para 40 milhões de domicílios até 2014. Hoje, esse número chega a aproximadamente 12 milhões de residências.

Mais usuários de banda larga no país significa um número cada vez maior de e-consumidores. Anualmente, temos acompanhado o crescimento no número de compradores nas Lojas Virtuais. Com o aumento de penetração da Banda Larga, esse gráfico crescente ganha mais um incentivo para apresentar números favoráveis ao e-commerce brasileiro. Outro reflexo positivo será o aumento na venda de computadores e acessórios de informática. A população começa a caminhar na direção da digitalização definitiva e os e-empreendedores só têm a ganhar com essa tendência de crescimento. Segundo os números de hoje, 24% das compras feitas no e-commerce brasileiro são feitas por jovens com menos de 24 anos.

Para concluir, é preciso lembrar que uma conexão de qualidade proporciona maior liberdade para a utilização de recursos avançados nos websites brasileiros. É preciso tornar a navegação mais atrativa ao consumidor. Fique atento a essa movimentação e prepare o seu negócio para a evolução dos próximos quatro anos.

Tags: